Uma infância difícil, mas cheia de esperança
Ao nascer, fui entregue por meus pais biológicos a um casal que me acolheu com amor:
Guilherme e Esmerentina. Foi nessa família que vivi meus primeiros dez anos de vida,
ao lado de minhas irmãs Maria, Tereza e Fátima.
Aos dez anos, retornei para minha família biológica e descobri uma nova realidade:
irmãos que eu ainda não conhecia e uma história marcada por desafios, separações e
dificuldades. Nossa família enfrentava grandes dificuldades financeiras. Minha mãe,
uma mulher guerreira, fazia tudo o que podia para cuidar dos filhos.
Durante cinco anos vivi na FEBEM. Para muitos, aquele lugar representava apenas um
fim. Para mim, foi também o lugar onde encontrei pessoas que me ensinaram algo que
nunca esqueci: "O momento que você vive não define quem você será. Seus sonhos
podem mudar seu futuro."
A fé que transformou minha vida
Minha maior vitória não foi um cargo público, nem escrever livros, nem ocupar funções
importantes. Minha maior vitória aconteceu quando decidi seguir o exemplo de fé da
minha mãe. Conheci um Deus que mudou meu caráter, restaurou meu coração e deu um novo
propósito para minha vida.
Minha vida tornou-se um testemunho público. Passei a compartilhar essa experiência em
igrejas, escolas, empresas, associações e eventos — sempre dizendo que sempre existe
esperança para quem decide recomeçar.
A família é minha maior inspiração
Construí uma família que sempre sonhei. Sou casado com Ionara, minha eterna
companheira. Foi vivendo a importância da família que compreendi que políticas
públicas precisam fortalecer os lares, proteger as crianças, apoiar as mães e
oferecer oportunidades para quem mais precisa. Quando a família é fortalecida, toda a
sociedade cresce junto.
O serviço ao próximo
Minha caminhada me levou ao serviço público. Atuei como Conselheiro Tutelar em
Canoas, ouvindo de perto o sofrimento de muitas famílias, e também servi como
Secretário Adjunto de Relações Institucionais. Percebi que muitas pessoas não esperam
privilégios — esperam respeito, eficiência e que o poder público funcione.
Por que decidi entrar para a política
Durante muitos anos ouvi críticas sobre a política — e também as fiz. Mas chegou um
momento em que compreendi que apenas reclamar não transforma a realidade. Coloquei
meu nome à disposição porque acredito que a política pode voltar a servir às pessoas,
não para construir carreiras, mas para construir soluções.
Meu compromisso é representar especialmente as famílias, os trabalhadores, os
pequenos produtores, as mães atípicas, as crianças e todos aqueles que muitas vezes
não têm voz.
Um legado para as próximas gerações
Mais do que conquistar um cargo, quero deixar um legado. Se minha história prova
alguma coisa, é que ninguém está condenado pela sua origem. Com fé, trabalho e
perseverança, é possível transformar dor em esperança.